Venho usando agentes de código (Claude Code, Cursor) e bati numa parede que todo mundo conhece: o vibe coding — descrever a tarefa e deixar a IA cuspir código — escala mal. Funciona até a terceira mudança, quando ninguém mais lembra qual era a intenção original. O código virou a única fonte de verdade, e ele é péssimo pra contar por que algo foi feito.
Foi aí que caí no Spec-Driven Development (SDD): colocar a especificação antes do código. Na prática, a "spec" é um markdown versionado no repo — requisitos + critérios de aceite — que a IA lê antes de gerar qualquer linha. Ela vira o artefato principal, não um doc que apodrece numa pasta.
A tese que tirei: o gargalo de programar com IA deixou de ser "a IA escreve código bom?". Hoje é "a IA entende o que eu realmente quero?". A spec é o que fecha essa lacuna.
Três coisas que me fizeram levar a sério:
/speckit.specify
, /speckit.plan
...). Mais perto de TDD do que de cascata.CLAUDE.md
(ou AGENTS.md
) na raiz do repo já é uma forma enxuta de aplicar a ideia.Não é bala de prata. Pra script de 50 linhas, é overhead. O ganho aparece em código que vai ser mantido, em time, ou quando você delega pesado pra agentes autônomos.
Escrevi um guia mais fundo com as 4 fases em detalhe, a comparação Spec Kit vs Kiro vs Tessl vs OpenSpec (qual escolher) e o passo a passo rodando SDD com Claude Code na prática: techknow.com.br/post/spec-driven-development
Quem aqui já tá usando spec como fonte da verdade no fluxo com IA? Curioso pra saber qual ferramenta pegou — e onde travou.